Vamos fazer uma experiência , colocarei o seu dedo e o de outra pessoa ( claro que o meu não né?) no batente da porta e a fecharei abruptamente.... aiiiiiiiiiiiiii- doeu né? Mas quanto? O dedo de quem doeu mais..... impossível saber ,a dor é pessoal e intransferível.
Como quem que esta de fora poderá saber qual dedo curar primeiro?
Esta esdrúxula experiência foi citada para basear meu próximo pensamento, que envolve portanto outro questionamento:
-Quem sofre mais,a população brasileira com as enchentes no sul e sudeste ,seca e fome do nordeste, e com a criminalidade no Rio de Janeiro ou a população do Haiti?
Aqui no Brasil temos um tipo de sofrimento paulatino com intensidades intermitentes ,um mal em metástase que parece não ter cura ,e lá vivem na constante catarse e agora agonizam .
“Milhões de Reais” destinados para o “Haiti”!!!!!!!!!!!Vamos ajuda-los.
Mas,onde doe mais? Aqui ou lá?
São dores antigas,nos anos 60 Caetano Veloso e Gilberto Gil já escreveram e cantaram.....................

“...E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se os olhos do mundo inteiro
Possam estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque um batuque
Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária
Em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada:
Nem o traço do sobrado
Nem a lente do fantástico,
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém, ninguém é cidadão
Se você for a festa do pelô, e se você não for
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui.....”
(http://www.youtube.com/watch?v=AQkE56eFyk4)
Eu não tenho mais visto as reportagens sobre o Haiti, me comovo, é muito sub humano tudo aquilo!!!!!
Agora o que faço para continuar andando em São Paulo com tantos moradores de rua, tanto medo de ser assaltada????com tanta enchente??? tanta fome??? tanta comida perdida no ceasa???
Será que ele tinha razão?............
"A Felicidade é um Sonho. Sentimos a dor, mas não a ausência da dor" Arthur Schopenhauer
(1788-1860)
Isso Tudo " NÃO TEM PÉ NEM CABEÇA - mas com certeza tem "RAZÕES ESPECIAIS' e para mim a felicidade é uma realidade e a dor é efémera, só passará quando aprendermos a viver, a saber dizer NÃO aos absurdos, como colocar o dedo no batente da porta e participar destas experiências esdrúxulas ou seja nos deixarmos conduzir pelos outros.
Parece meio demagogo tudo isso mas estou pensando seriamente em colaborar com a parcela que me cabe nas questões que envolvem responsabilidade social e sustentabilidade!!!!!!

Essa é a minha amiga Sandra, eu nem sabia que ela tinha tanta reflexão sobre isso, pensava que era só aula,aula, aula, marketing, aula, cálculos, aula.. Beijos.
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